Viva Las Vegas

Esses dias eu decidi que quando estiver velha, solteira, sem filhos e sozinha, vou morar em Las Vegas. Vou passar o resto da minha vida jogando minha aposentadoria nos caça-níqueis e bebendo vodka as 8h da manhã.

Anúncios

You’re Not Alone

Eu acostumei a trabalhar de casa no silêncio do meu quarto, de vez enquando com minhas músicas e de vez enquando ouvindo minha televisão. O problema disso é que eu venho para o escritório e as pessoas falando ao redor me atrapalham. MUITO.

Em particular a moça que senta do meu lado que fala no telefone absurdamente alto. Parece que quer que todos ouçam que esla está trabalhando. Cara, dá vontade de arrancar o telefone dela e jogar longe. Principalmente hoje que meu dia já começou cagado às 5h da manhã.

Só consigo trabalhar se eu coloco meus fones num volume absurdo que cubra a voz dela porque me irrita. Não ouço mais ninguém também.

Aaaaaaaaaaaah

Space Cowboy

Segunda feira, eu aqui dando aquela enrolada básica no trabalho quando resolvi ver o preço dos ingressos para a peça do Rei Leão e o que pula na minha cara? Show do Jamiroquai quinta feira do outro lado da Marginal Pinheiros. Lóóóóógico que ignorei o Rei Leão e entrei lá pra ver quanto custaria. Aí e tive que ir né.

Logo que o Jay Kay entrou eu já me derreti toda com aquele sotaque britânico saudando quem estava presente. Mal deu pra me recuperar do amor instantâneo e eles já estavam tocando “Alright” e “High Times”. A partir daí, impossível ficar parada.

Começaram os primeiros acordes de “Little L” e o rapaz que estava na minha diagonal soltou a franga! Eu não sabia se olhava pro palco, ou se dava risada dos olhares de “quero te comer” do cidadão. O cara fazia caras e bocas, dava gritinhos e batia palmas desmunhecando e constrangendo todo mundo em volta. Praticamente um show à parte.

No palco, Jay Kay dançando, pulando e girando como se não houvesse o amanhã. Do meio pro fim do show ele deu uma agaixada pra recuperar o fôlego e soltou: “Isso é o que acontece quando você tem 43 anos”. Amigo, com 43 anos você tem mais fôlego e pique que muito menininho de 20!

Enfim, foi um show muito legal, cheio de músicas clássicas, dançantes, Jay Kay simpaticão e aquela linha de baixo fenomenal que tem o Jamiroquai.

As únicas coisas que eu não gostei foi que eles tocaram Space Cowboy num ritmo mais lento e a falta do cocar. Porra! Eu queria ver o cocar :(

Ótimo show pra terminar a semana e foda-se o carnaval.

Welcome to the Jungle

Eu tenho o costume de voltar pra casa ou cantando igual louca, ou conversando comigo mesma (igual louca também) e não costumo prestar muita atenção nas barbaridades cometidas pelos outros nesse trajeto, mas nesses dias eu voltei prestando mais atenção nas coisas.

Num trajeto de 18km eu presenciei motos fazendo manobras perigosas no meio dos carros, pedestres que atravessam nos lugares errados como se fossem os donos das ruas, carros trocando de faixa sem dar seta, gente trafegando na faixa de ônibus e ciclistas andando na faixa da esquerda e também não sinalizando.

Aliás, notei um crescente números de ciclistas pelas ruas. Infelizmente não são todos que sabem respeitar o trânsito. Eu morro de medo de andar nessas grandes avenidas de bicicleta porque, assim como alguns ciclistas não respeitam as regras, a maioria dos carros não respeita, mas isso é assunto pra outro post.Quem sabe.

Depois de prestar atenção nesses dois dias, agora eu concordo que São Paulo realmente é uma selva de pedra, mas não por causa dos prédios e do concreto. Por causa de pessoas que parecem que nasceram para viver na selva mesmo.

Blaze of Glory

Aí que saiu a avaliação no trabalho e de novo eu fui a melhor da área, o que significa aumento de salário, promoção, etc…coisas que eu só vou acreditar quando saírem mesmo. Não me empolguei de novo porque ano passado foi assim e eu só vi aumento de trabalho.
E aumento de recalque também.

(I can’t get no) Satisfaction

2013 chegou e eu tenho entrado em campo só pra cumprir tabela. Ando desmotiva de tudo. Preguiça de existir, sabe?

Tem dias que eu acordo e simplesmente não quero sair da cama, não quero ver ninguém, não quero falar com ninguém. Tenho evitado botar a cara na rua para não ver seres humanos.

Já desisti até de escrever o que eu vim escrever aqui.

These days the stars seem out of reach
These days there ain’t a ladder on these streets
These days are fast, nothing last in this graceless age

Santa Claus Is Coming To Town

Natal é uma época que desde pequena eu nunca curti. Não era muito fã desses negócios de reunião de família pra comemorar (aliás, nunca entendi que raios se comemora). Enfim, pra mim não faz muito sentido.

Esse ano em particular foi um grande e verdadeiro pé no saco pois fomos para a casa da prima da minha mãe. Sabe, ficar em casa só o povo da família (entende-se mãe, irmão e avó) é uma coisa. Quando me dá no saco eu vou pro meu quarto e durmo como se não houvesse amanhã, mas ter que me locomover pra ficar no mesmo ambiente de gente chata é foda.

A pauta da noite é falar mal dos outros, falar das doenças, das linhas de ônibus de São Paulo, se achar o espertão sabe tudo, contar histórias de 78 anos atrás que ninguém presta atenção e comer como se nunca tivesse visto comida na vida. E nesse ano nem a comida valia a pena.

Aí na volta pra casa tem que aturar o mau humor alheio por causa do trânsito da árvore de Natal do Ibirapuera e da Av Paulista.

Eu não tenho saco! Ano que vem vou simular um ataque cardíaco.

Taking A Chance On The Wind

Sabe, eu sempre fui uma pessoa que gosta de fazer agradinhos e dar presentinhos para as pessoas que gosto. Já tomei alguns prejuízos com isso, mas sempre fiz porque quis.

Aí hoje eu estava vendo os produtos da Kopenhagen que estavam no andar (toda semana lá no banco tem alguma loja com produtos com desconto) e vi uns chocolatinhos super fofos que a embalagem é em formato de cartão! Imediatamente pensei em comprar um pra dar pra ele. Não comprei.

Não comprei porque não tem mais nada a ver. Não quero tentar agradar. Também não mandei mais mensagens. Não sei se verei de novo. Não sei de nada.

E na próxima encarnação eu quero ser uma pedra.

Bicicle

Estava esses dias na internet quando me deparei com esse vídeo. Achei super fofo o menininho, que tem quatro anos, vibrando a cada obstáculo que conseguia vencer.

Isso me lembra que eu comprei uma bicicleta e quase morri quando fui subir uma rua aqui perto de casa.

Learning how to fly with a broken wing

Eu queria escrever aqui, mas não sei nem por onde começar. Só tenho aquela sensação de que fiz tudo errado mais uma vez (na verdade já comecei tudo errado) e continuo fazendo.

Achei coisas que não procurei em  momento algum e confesso que fiquei meio decepcionada. Não esperava. De verdade. Eu estou tão cansada de tudo que pouco me abalou.

Quem sabe um dia eu acerto.

Feriado Nazi

Segunda feira depois do feriadão, temperatura agradável, um sol belo, azul…reunião de equipe logo cedo.

Camila chegou por último na sala então vai fazer a atzzz…roinc. Botei o celular pra gravar e ouvir posteriormente os melhores momentos porque foco, não trabalhamos.

Pauta: NO FERIADO FOR YOU!

E não fiz a ata até hoje. Não tive tempo.

Tá faceo não

Vou ali fazer a mala porque já que me foderei em todos os feriados vindouros, pelo menos essa sexta feira eu vou matar.

Slow night, so long

Ontem eu estava conversando com uma amiga e ela me disse exatamente o que eu venho pensando. Talvez por isso sejamos amigas há tanto tempo, daquelas que não precisam dizer nada para que a outra entenda.

Ela disse que você me faz mal, mas não porque você seja uma má pessoa. Porque quando estamos juntos eu fico ótima, porque no meu aniversário você fez tudo o que eu nunca podia imaginar, porque quando eu recebo mensagens fico sorrindo com cara de besta por aí. Eu gosto quando você acorda, me dá bom dia e um beijo, gosto quando fica me encarando até eu ficar sem graça.

Mas, puta que pariu, como eu odeio não te ver sempre que gostaria, odeio quando você está longe e odeio o fato de as coisas não terem saído como eu queria.

Outro dia eu estava acordada numa dessas madrugadas e fiz uma analogia besta sobre isso. Comprei uma bota nova que eu adoro usar mas ela me machuca e, mesmo sabendo que vai doer, eu sempre a coloco. É mais ou menos assim gostar de você.