Bitter Wine

Todo mundo que largou de mim, se arranjou. O primeiro moço, que nunca assumiu nada sério, está namorando uma novinha. Já fez até festa de aniversário na casa dele. O outro praticamente casou.

Aí escolhi essa música como título do post, pois tem uma parte que é bem o retrato da minha vida.

Love left me stranded at the station and the last train’s gone by
What was once holy water tastes like bitter wine

True story

Ugly

Anda tudo tão, mas tão bosta que nem vontade de escrever aqui eu tenho.

O clima aqui no escritório anda péssimo, meio que de despedida. Andamos fazendo piadinhas sobre o assunto, mas no fundo está todo mundo preocupado. Bem, quase todo mundo.

Não sei meu destino, nem ninguém. Só resta esperar.

Minitrekking no Perito Moreno

Acordei cedo, muito cedo. Estava ansiosa! Já tinha visto a geleira do barco, como ela é enorme, a coisa mais bonita que meus olhos já haviam visto e blá, blá, blá, mas era dia de andar nela!

Tomei café da manhã e fui preparar as coisas. Meias, check! Lanchinho, check! Câmeras, check! Luva, check! Casaco, check! Dinheiro, check! Garrafinha de água (o mais importante de todos haha), check! Passaporte e vouchers,check!

Chegou o transfer, no meio do caminho passei para um ônibus maior e de lá partimos rumo ao Parque Nacional de Los Glaciares novamente. Estrada linda, paisagens de tirar o fôlego, montanhas, grandes campos de vegetação rasteira, coelhos guanacos e pouco mais de 1h depois entramos no parque. Entrou uma moça cobrando os ingressos e lá fomos nós para a grande “aventura”.

Meu grupo primeiro ficaria nas passarelas, de onde teríamos uma vista fantásica do Perito Moreno. Do barco já tinha visto que era gigante, mas foi olhando de cima que pude ver a enormidade daquele bloco de gelo. Era gelo que não acabava mais e de vez enquando uns pedaços desprendiam fazendo uma barulho semelhante a um trovão. Acho que eu poderia ficar lá durante horas e horas e não me cansaria nunca. Dei sorte pois o tempo estava ensolarado, o que o deixa mais bonito ainda.Imagem

Deu o tempo e entramos novamente no ônibus que nos levaria a um pequeno porto para atravessar até a margem oposta. Cerca de 20 minutos depois estávamos em terra.

Fomos divididos em grupos de no máximo 20 pessoas. Logo me afastei dos que pareciam ser atléticos e fazedores de trilhas haha. Caminhamos pela “praia” uns 15 minutos até chegar na base da geleira onde colocaríamos os grampones no pé. Sem isso é impossível caminhar no gelo.

Todos com os grampos nos sapatos, vamos para o gelo. Os guias explicam como pisar para não machucar os tornozelos….bem, assim que o guia acabou de falar eu pisei torto e torci meu pé HAHAHAHAHHA. Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou master nessa arte.

Bom, explicações dadas, começamos a subir. Vou ser bem sincera, que subida filha da puta! Se você é sedentário como eu, você vai sofrer nas subidas mais íngremes. Subi capengando, parei algumas vezes para recuperar o fôlego, mas cheguei no fim como todo mundo. Isso é o que importa hahaha.

Foi umas das experiências mais incríveis da minha vida. Daquelas coisas que eu provavelmente nunca mais volte a fazer.

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As pessoas pequenininhas!

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Parece fofo

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Passando no meio das reentrâncias (E afundando o pé na água gelada. Viva a bota impermeável)

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Pausa para a foto

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No topo

Todos os Glaciares

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Embarquei de São Paulo para uma conexão em Buenos Aires e depois seguir para a lindíssima El Calafate, na província de Santa Cruz na Argentina. Descendo do avião na pista do aeroporto já pude sentir os poderosos ventos patagônicos, um vento forte e gelado. Fui vestir meu casaco, que quase saiu voando, e desisti.

Chegando no hotel, fiz o check-in e fui marcar todos os passeios que queria fazer. Depois saí andando sem rumo pra conhecer a cidadezinha. Uma cidade encantadora! Ruas tranquilas, casinhas de madeira, algumas maiores, outras parecendo cabaninhas e um lago a perder de vista. O Lago Argentino, que tem quase 1500km² de área, tem uma cor meio azul esverdeada e não tem muita vida pois ele é um lago alimentado pelos vários glaciares da região patagônica.

Falando em glaciares, o meu primeiro passeio foi de barco no Lago Argentino, dentro do Parque Nacional dos Glaciares, percorrendo os três mais famosos. O Glaciar Upsala está em retrocesso, mas eu dei sorte que o caminho para ele não estava mais bloqueado pelos icebergs e pude ver, de longe, como ele é enorme! Pude ver também toda a beleza dos icebergs que se soltam desse glaciar.

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Alguns são azul claro, outros quase um  azul turquesa, outros mais branquinhos, mas todos são lindos!

Logo em seguida o barco passa pelo Glaciar Spegazzini e nesse vamos bem pertinho! Pra mim foi o glaciar mais bonito de todos. Do meio de uma montanha parece que vem caindo um rio congelado que para no lago e forma aquele paredão enorme de gelo. 90m de altura acima da água e mais 300m pra baixo! Coisa linda de se ver.

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Então o barco segue uma longa viagem, cerca de duas horas, para chegar ao famosíssimo Perito Moreno. Se você foi para Calafate, com certeza foi para ter o prazer de ver esse enorme paredão de gelo e, quem sabe, até ter a experiência de caminhar por ele.

Ele é o mais famoso e acho que um dos que mais impressiona pela extenção da sua “cara”. É um paredão de 5km de largura por 60m de altura. É gelo que não acaba mais! Do passeio de barco eu já fiquei impressionada, mas das passarelas (que vai ficar pra outro post) foi que eu fiquei chocada mesmo com a dimensão daquilo tudo. Saí desse passeio encantada com tamanha beleza e ansiosíssima pela minha caminhada no Perito Moreno!

Mas a caminhada fica pro próximo post!

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Um pedacinho do Perito Moreno e uma montanha linda atrás!

So Far Away

Fui ao fim do mundo, mas já voltei!

Acho que foi a viagem mais incrível que eu já fiz. Cheia de natureza, gelo, rios, lagos, bosques, trilhas, animais, paisagens de tirar o fôlego, vento e frio.

Naveguei, andei em geleira, enfiei o pé numa poça gigante de água do glaciar (viva minhas botas impermeáveis \o/), andei no meio de pinguins, visitei lagos lindíssimos, subi na cordilheira dos andes e desci a pé até a cidade.

Voltei quebrada, com o joelho todo ferrado e precisando de férias das férias, mas foi do caralho.

Mais pra frente vou postando alguns relatos com as fotos.

Os sem noção

Tem um rapaz que trabalha comigo, vamos chamar carinhosamente de Urubu, que o cara pede pra TODO MUNDO que vai viajar para o exterior trazer um perfume.

Veja bem, eu sou pobre. Não viajo para o exterior todo ano e estou indo, depois de muuuuita economia, ano que vem de novo. Então me desculpe, mas não. Eu não vou gastar a minha cota do Dutty Free comprando perfume pros outros.

Imagine você se cada amigo meu vier me pedir um “perfume baratinho”. Eu tenho direito a $500 sem pagar taxas, cada “perfume baratinho”custa por volta de $70! Se três pessoas me pedirem, já se foi quase metade da MINHA cota. Não sobra quase nada para a minha pessoa gastar. Eu, que comprei a passagem.

Ainda por cima, Urubu é mimimizeiro: “Ahhhh, mas fulana sempre que viaja me traz!” Fulana  viaja com o marido, só aí já tem o dobro da minha cota, e Fulana viaja todo ano pros EUA e faz compras, muitas compras. Tanto faz pra ela gastar no Dutty Free ou não.

Podem me chamar de mau educada, mas pare de gastar dinheiro com coisas fúteis e guarde pra viajar e gastar da sua própria cota quando for. Eu não saio pedindo nada pra ninguém, a não ser que ofereçam. E mesmo assim o máximo que pedi foi uma garrafa de vodka que custa $18.

Além dele, tem também a galera do mimimi que soube depois que eu voltei da última viagem e ficou reclamando que eu não perguntei se queria que trouxesse algo de fora HAHAHAHAHAH. Porque é obrigatório você passar uma listinha pra todo mundo pedir o que quiser. Aparentemente eu tenho dinheiro e tempo infinitos.

Fico p… da vida com essas coisas. Acho que preciso de amigos novos.

Room at The End of The World

Meu nome é Camila, um belo dia eu acordei e decidi que queria ir para a Patagônia. Em dois dias já tinha reservado hotéis, visto preços de passeios e reservado minhas passagens.

Como não tenho muitos dias de férias, achei bem oportuno.

Agora todo dia eu acordo sonhando com isso

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Isso

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E isso

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Dancing in The Dark

Nesse tempo sumida aconteceu tanta coisa. Trabalhei praticamente dois meses sem nem ver a cara do fim de semana, trabalhei das 7h à meia-noite, voltei pro escritório na Água Branca (aleluia, irmãos) e à partir de Janeiro provavelmente serei funcionária de outro banco. Eles compraram parte da financeira em que trabalho e eu fui de brinde com mais 15 pessoas mais ou menos da equipe.

Além disso, essa semana descobri que estou com dois ligamentos do tornozelo rompidos, um teve rompimento total e outro rompimento parcial agudo (quase total). Talvez isso explique as dores alucinantes que eu venho sentindo e o fato do tornozelo inchar só de pensar em ficar 5 minutos em pé. Esse é mais ou menos o resumo dos meus últimos três meses.

Porém, vim contar o mico na casa nova! Porque não sou eu se não pago mico em algum lugar.

O andar estava vazio, eu ouvindo meu iPod, que estava tocando Bruce Springteen – Dancing in The Dark, quando me dirigi até a impressora. Aí eu estava na maior performance igual ao vídeo abaixo, de repente chega uma mulher do nada husahuosouhads. Queria entrar na bandeja dos papéis e me esconder ali até a moça ir embora.

Acho que não existe ninguém que consiga ouvir essa música sem ter vontade de sair dançando por aí!

PS: o cabelo do Bruce nesse vídeo lol

Whole Lot of Leaving

Tentei dormir ontem e fiquei rolando na cama de um lado pro outro com milhões de pensamentos desconexos.

Sabe, eu estou me sentindo meio sozinha. Meio, não! Muito sozinha. As amigas (daqui de São Paulo) foram casando e a última vai casar ano que vem. Com essa última eu conversava todos os dias e saíamos uma vez por semana pra tomar uma caipirinha. De final de semana eu geralmente ia lá pra casa dela e ficávamos falando besteira até de madrugada. Agora não nos falamos muito e estão cada vez mais raros os nossos encontros.

Aí antes de dormir eu estava ouvindo umas músicas de fossa e, quando botei a cabeça no travesseiro, meu cérebro começou a fazer um filminho com aquela trilha sonora. Não sei que horas consegui dormir, muito menos quando parei de chorar. Parece que o maior medo que eu tenho está se tornando realidade.

Sei que é chato pras pessoas ficarem lendo essas merdas, mas eu não tenho com quem conversar sobre isso e precisava desabafar.

Runaway

Não sei porque, mas ontem a noite, quando fui me preparar para dormir, me lembrei de um menino que estudou comigo no terceiro e quarto anos do ensino fundamental. O nome dele é Leandro. Infelizmente não me lembro do sobrenome.

Fazíamos quase todos os trabalhos de escola juntos, conversávamos bastante (é, eu falo hahaha) e meu pai dizia que ele era apaixonadinho por mim.

Há uns 3 anos, creio eu, ele surgiu no Orkut. Trocamos MSN (é, acho que faz mais de 3 anos) e começamos a conversar. Ele queria marcar de sairmos para tomar um suco e eu fugi dele como o diabo foge da cruz. No fim acho que ele me bloqueou no MSN porque nunca mais o vi.

Porquê eu fugi? O menino estranho do colégio tinha virado modelo. Foi voluntário nas paraolimpíadas da Grécia, não bebia, não fumava e vive numa vibe toda saudável. Nunca que ele ia querer algo comigo. Acho que eu seria a maior decepção da vida da criatura hahaha.

Poderia ser o amor da minha vida? Nunca saberemos.

Social Disease

Sinto que perdi o pouco tato social que tinha.

Ando completamente “irritável” e não tenho mais conseguido disfarçar. Basta uma pergunta ou uma frase qualquer que eu não goste pra soltar as patadas em cima de qualquer um que seja.

Não sei mais me relacionar com as pessoas.

Devolvam minha paciência e calma infinita de anos atrás, por favor?

Unwell

Eu tenho toc nível “não dobre minhas roupas do jeito que eu não gosto porque eu fico descontrolada”. 

A moça que trabalha aqui em casa dobra todas as minhas blusas de um jeito que me deixa enlouquecida. Antes de abrir o armário eu já respiro fundo antes de ter um ataque cardíaco, tiro tudo do armário e dobro do meu jeito! 
 
Aí eu resolvi que não dava pra viver desse jeito, fui no supermercado, comprei ~milhões~ de cabides e pendurei todas as minhas blusas. Tudo resolvido até aparecer a primeira blusa preta pendurada no meio das coloridas.
 
Eu também tenho outro toc que é meio estranho: Dedos nas telas. Gente, eu tenho um iPhone e um iPad…já deu pra sentir o drama? Ando com uma flanelinha pra limpar meu celular. SÉRIO HAHAHAHA. As telas dos meus computadores e da minha TV são as mais limpas do mundo.
 
Esse fim de semana tive que arrumar o notebook da minha mãe e aquilo estava um show de horrores. Reparei o windows e dei uma geral na tela. Agora serve até de espelho!
 
Não sei como vocês vivem num mundo aonde há marcas de dedos nas telas por todos os lados.