Depois eu penso no resto
É incrível como homem pode foder com nosso humor. Digo isso porque hoje, teoricamente, deveria ser o dia mais feliz do meu ano.
Hoje eu tive minha reunião de feedback com meu chefe…
Deixa eu abrir uns parênteses aqui. Lá no banco tem esse negócio de dar feedback e rating. O rating é uma espécie de “nota” que cada funcionário tem de acordo com o seu desempenho e isso afeta o seu PPR (participação nos lucros e resultados). A nota vai de 5 a 1, tomando os seguintes critérios.
5: Tchau, você é o pior funcionário do mundo.
4: Se tiver corte, sua cabeça vai rolar. Não atingiu o desempenho necessário.
3: A média da galera. A maioria é 3. Atingiu suas metas.
2: Atingiu as metas e fez algo mais.
1: Parabéns, você superou todas as expectativas e deu surra de pau mole na cara de todo mundo.
Explicado isso, sigo com meu post.
Tive a tal reunião com meu chefe aonde ele falou sobre meu desempenho, que estava satisfeito com meu trabalho, que eu fiz além do que eu deveria e que meu rating é 1. Qualquer outra pessoa em sã consciência seria só sorrisos, mas a única coisa que eu conseguia pensar era: “Será que ele saiu com alguma vagabunda ontem?”.
É isso. Homem acaba com a nossa sanidade mental.
Comprei um óculos de sol novo no domingo. Desde então não para de chover em Sã Paulo.
A noite eu volto. Ou não.
Sabe aquele dia de cão? Aquele para apagar da memória mesmo? Dia 26/12/2011
Não tenho dormido muito durante a semana, coisa de 2 ou 3h por dia, mas até aí já acostumei. O problema é que de domingo para segunda eu simplesmente não consegui pregar o olho. Já deveria ter prestado atenção no anúncio do que viria pela frente.
Como perdi minha CNH, levantei da cama as 5h30 para poder pegar o poupatempo abrindo e assim o fiz. 7h10 eu estava lá na porta lendo uma linda faixa dizendo os horários de atendimento. No dia 26/12 abriria apenas às 12h. Ok, volto meio dia, pensei eu. Entrei no metrô e fui para o trabalho.
Dei uma revisada numa apresentação que eu iria mostrar para o chefe marquei uma reunião com ele às 11h. Fomos então para a sala de reunião aonde eu mostrei a apresentação. Ele disse que estava ótima, mas (sempre tem o mas) precisaria alterar algumas coisas e acrescentar outras tantas. Anotei mentalmente e saí correndo para o poupatempo novamente.
Saindo do metrô, 12h05, avisto uma fila que nem dava para saber aonde era o final. Após muito custo, achei a última pessoa e fiquei lá plantada. No estabelecimento entrava um pouco de gente e fechavam novamente o portão, mas até que a fila andava num ritmo satisfatório.
1h depois eu estava na última parte da fila e foi quando resolveu desabar um temporal. Não deu tempo nem de tentar comprar um guardachuva que eu já estava inteira molhada! Uns 5 minutos depois passa um homem anunciando que o Detran não atenderia mais ninguém pois já havia atingido sua capacidade máxima de atendimento. Segunda viagem perdida do dia.
Volto p… da vida, molhada, sem CNH e ainda teria que trabalhar. Mas como daquele jeito? Fui para o shopping comprar roupas novas. Olha que maravilha! Minha carteira havia ficado no banco. Então fui daquele jeito mesmo, descabelada e molhada encarar o ar condicionado. O resto do meu dia foi tossindo, tremendo de frio e executando tarefas mil.
Vim para casa, me joguei na cama e chorei copiosamente. Sei lá porquê, mas eu chorei tudo o que tinha que chorar até meu irmão bater na porta do meu quarto e falar que achou minha CNH na carteira dele. Aí eu ri. Ri, não! Eu gargalhei tipo aquelas loucas de filme. Depois desse stress todo o documento foi encontrado. Agora preciso ir na delegacia cancelar o BO.
Continuei ali no meu mundinho de dor e sofrimento quando toca meu celular. Era 19:30. Meu chefe avisando que precisaria de mim. Nessa brincadeira eu fiquei entre meu telefone fixo e meu celular enquanto resolvia problemas até 0:20, quando finalmente fui tomar banho e jantar.
Não preciso dizer que passei mal de madrugada após comer né? Mas pelo menos eu consegui dormir durante 4h seguidas sem interrupções.
Rezemos fortemente para o dia de hoje não ser pior. Porque, cara, acho que não dá.
Quase nunca faço promessas de ano novo porque eu quase nunca as consigo cumprir. E esse ano nao será diferente! Não farei promessa nenhuma, apenas continuarei o que eu comecei esse ano. Procurar não me irritar com coisas e pessoas idiotas. Por incrível que pareça eu estou conseguindo cumprir minha palavra e eu realmente me sinto melhor por isso.
Acho também que nesses últimos 3 meses eu mudei um pouco e passei a me importar menos com o que os outros pensam. Mudei na questão da ansiedade também. Lógico que eu ainda sou muito ansiosa, sofro por antecipação e de vez enquando tenho pensamentos que não condizem com a realidade.
Se fosse no fim do ano passado, eu estaria me descabelando toda por uma coisa que vai acontecer sabe lá quando. Hoje penso diferente: aproveitar ao máximo o que eu tenho e deixar pra me descabelar na hora que acontecer.
O que eu quero dizer com esse blá blá blá todo é que não precisamos esperar o ano acabar para resolver mudar as coisas. Para dizer a verdade eu nunca entendi esse negócio de ‘ano novo, vida nova’ já que é simplesmente como um dia normal. Afinal, como disse um amigo, quem foi que disse que aquele é o último ou o primeiro dia do ano?
Tô fazendo algo que vai dar merda e nem ligo

Sexta feira, rodízio, e a entrevista estava marcada para 7:15. Após um breve cochilo de 2h, acordei às 5h da manhã para tomar o café dos campeões (que não consegui comer, evidentemente), tomar banho e me preparar psicologicamente para as filas. Cheguei rápido até e antes de acabar o rodízio (chupa, CET). Olho a entrada e já tem uma fila generosa.
Lá dentro, fila pra pegar senha, fila pra impressão digital, fila pra respirar, fila pra pegar fila, fila, fila, fila. Meu saco já estava bem cheio quando cheguei na boca para ser chamada no guichê. MAAAAAAS, tudo ficou maravilhosamente lindo quando vi o cara que ia me entrevistar.
Entrevistador: Bom dia.
Cah: (Bom dia o caralho. Acordei de madrugada pra pegar esse monte de filas) Bom dia!
E: Qual o motivo da viagem? Turismo? Trabalho?
C: Turismo
E: Para onde vai viajar?
C: (Pra onde você quiser me levar, SEU LINDO) Las Vegas
E: Vai sozinha ou acompanhada?
C: (Vamos?) Sozinha
E: Primeira vez?
C: Sim
E: Vai com agência de viagem?
C: Por conta própria
E: Trabalha?
C: Sim
E: Em que empresa?
C: Citibank
E: Pode me dar sua carteira de trabalho?
C: (Filho da puta. Não acreditou.) Claro.
E: Mora sozinha?
C: Com a minha mãe
E: O que ela faz?
C: Advogada
E: O seu visto está aprovado. Só pagar a taxa do sedex na saída.
O cidadão não parava de fazer perguntas e eu já estava achando que ele ia negar meu visto. Tudo bem, porque eu não vou mais pra Las Vegas mesmo. Não ano que vem como era planejado.
Desde que me entendo por gente, sempre gostei de música. O gosto musical foi mudando conforme o tempo passava.
*** ATENÇÃO!!! CONTÉM REVELAÇÕES BOMBÁSTICAS ***
Quando pequena eu convivia muito com a minha avó, tias e primas e, sabe como é né, nos idos de 87/88 as senhorinhas gostavam muito de Zezé di Camargo & Luciano, Xitãozinho & Xororó, essas coisas sertanejas em geral e Agnaldo Raiol. Cara, Agnaldo Raiol estava para minha avó, assim como Bon Jovi está para mim. Então eu passei minha infância influenciada por esse mundo musical peculiar.
Voltei para São Paulo em 92 (nem perguntem sober as idas e vindas da infância) e continuei escutando essas coisas. Fui em show da dupla Sandy & Junior e Zezé di Camargo $ Luciano, vejam só vocês! Aí eu conheci o mundo maravilhoso de Queen.
Agora chega de blá blá blá e vamos ao propósito do post.
Todo mundo, exceto aqueles que não gostam de música, tem uma trilha sonora. Existe uma canção para cada estado de espírito, para cada momento, aquela que nos faz lembrar de alguém especial, aquelas que nos fazem chorar, que nos faz sorrir.
Apesar de não saber tocar quase nada e não entender absolutamente nada de teoria musical (tá aí uma coisa que me arrependo…ter saído das aulas de teclado), sou fascinada por esse negócio.
Decidi que vou comprar outro violão porque não gosto do meu. Quero um preto, elétrico e com cordas de aço. Quem sabe me empolgo e aprendo!
Pensando bem, esse post não tem nenhum propósito.
Há 2 dias fez 24 anos que meu avô por parte de pai faleceu. Lembro da data por ser exatamente 1 mês antes do nascimento do meu irmaõ. Eu era bem pequena, mais precisamente 4 anos (agora vocês estão fazendo as contas da minha idade) e, apesar disso, tenho várias lembranças dele.
Na mesa, sempre se sentava na ponta. Era o macho alfa homem da casa. Cabelos grisalhos penteados com gel, bigode e aquela cara sisuda. Ele era daqueles italianões linha dura que todo mundo obedecia. A palavra dele sempre era a última.
Todos tinham medo do velho Nicola, menos eu.
Morávamos numa casa perto de onde eu moro agora. Portão azul claro, piso vermelho (não sei o nome daquelas pedras) do quintal, as plantas da minha avó e uma cadeira no canto em frente à janela. Ele gostava de sentar lá. Ficava olhando eu e os meus primos brincando no quintal e na calçada.
Sempre que alguém brigava comigo eu corria para o colo dele. Estava sempre lá cheio de sorrisos e de braços abertos. Ali eu me sentia a criança mais protegida do mundo. Acho que ele é uma das pessoas que se foram que me faz mais falta e que talvez muitas coisas poderiam ter sido diferentes se ele ainda estivesse por aqui.
Todo esse blá blá blá pra dizer que hoje acordei triste e com uma sensação de impotência incrível. Tudo o que eu queria agora era o colinho do vô Nicola.
É aquela coisa. Você sabe que vai dar merda e faz mesmo assim.
Estou com a pior dor de garganta que já tive nos últimos anos. Porém, não reclamo pois foi um ato consciente.
Porque cabeça de mulher é uma merda?
Por mais que tudo esteja bem, ficamos pensando milhões de possibilidades negativas. Pelo menos eu fico.
Não sei se isso é fruto de muitos relacionamentos mal sucedidos, ou se meu cérebro veio com defeito. Eu tenho o pé atrás com tudo e com todos. Quase nunca consigo acreditar nas coisas que me falam e não entendo porque alguém quer ficar comigo. Problema sério de auto estima, eu sei.
O problema é que isso me enlouquece!
Custa levar as coisas numa boa sem paranóia, ansiedade, como uma pessoa normal? O que me consola é que isso parece ser uma constante feminina.
Eu realmente não larguei de uma paranóia pra entrar em outra.
Alguém desliga os aparelhos aí?
For you will be my love
and I will feel your heartbeat
forevermore
Rest here in my arms
forevermore